Controles para garantir a política de segurança cibernética

Política de Segurança Cibernética
Em 2020, uma pesquisa da Kaspersky revelou que 40% das empresas nacionais não possuíam políticas de segurança digital.  

Contudo, em 2025, outro relatório, dessa vez da Thales, concluiu que 42% dos brasileiros ainda não conhecem as políticas de segurança cibernética de suas empresas.   

Diante desse cenário, a desinformação continua sendo um obstáculo à segurança, aumentando os riscos de ataque e a exposição de dados sensíveis. Portanto, a quais medidas sua organização precisa aderir para garantir ou fortalecer o controle? 

Neste conteúdo, vamos abordar as medidas necessárias para fortalecer as políticas de segurança cibernética da sua empresa. Boa leitura! 

Cenário de segurança digital no Brasil  

Embora o Brasil lidere o mercado de cibersegurança na América Latina, ainda enfrenta um cenário crítico de vulnerabilidades e figura entre os países que mais registram tentativas de ataque cibernético. 

Segundo dados de 2025 atribuídos ao FortiGuard Labs, da Fortinet, o Brasil se consolidou como o epicentro das ciberameaças, concentrando 84% das tentativas de ataque e ultrapassando um custo médio por violação de R$ 7 milhões. 

Além disso, o país registrou aproximadamente 753,8 bilhões de tentativas de ataque cibernético, o equivalente a uma média de 1,4 milhões por minuto. 

No ecossistema corporativo, o campo de batalha evoluiu. O cenário atual é marcado pela hiper-digitalização e pela democratização da IA.  

Nesse cenário, a maturidade exige uma mudança de foco do perímetro físico para a identidade e contexto. Entretanto, um erro comum é criar pilhas tecnológicas em que os sistemas não se comunicam entre si. 

O que deveria resultar em segurança acaba se traduzindo em ineficiência com a fragmentação dos ambientes distribuídos, criando pontos cegos, exposições e permissões de acesso excessivas.  

A resiliência estratégica nasce da orquestração dos ativos para garantir que cada acesso seja contextualizado e que cada anomalia seja contida em tempo real. Investir em segurança sem integração é apenas atualizar o inventário de problemas futuros. 

Portanto, nos próximos anos, a segurança deve ser vista como uma responsabilidade compartilhada, e não como um fardo exclusivo do CISO.

Entenda os objetivos da política de segurança cibernética 

Ela exige, principalmente, que as instituições desenvolvam, implementem e mantenham uma política de segurança cibernética abrangente. 

Sobretudo, baseada em princípios e diretrizes que visam garantir a confidencialidade, a integridade e a disponibilidade dos dados e dos sistemas de informação utilizados.  

A política de segurança cibernética deve abranger os seguintes objetivos: 

  • Contemplar a capacidade de prevenir e detectar incidentes cibernéticos para reduzir as vulnerabilidades; 
  • Procedimentos e controles, incluindo autenticação, criptografia, prevenção e deteção de intrusão, proteção de dados e realização periódica de testes e varreduras para detecção de vulnerabilidades; 
  • Proteção contra software malicioso, controles de acesso, redes de computadores segmentadas e manutenção de cópias de segurança dos dados e das informações; 
  • Programas de treinamentos contínuos a respeito da política de segurança cibernética para colaboradores e prestadores de serviços; 
  • Compromisso com a alta administração para melhoria contínua dos procedimentos relacionados à segurança cibernética; 
  • Diretrizes para a classificação de dados e o compartilhamento de informações com outras instituições. 

Controles de segurança para fortalecer a resiliência cibernética 

Diante da evolução das ameaças cibernéticas, as organizações precisam proteger seus sistemas, redes e dados contra diversos vetores de ataque.  

Vulnerabilidades tecnológicas, configurações inadequadas, credenciais comprometidas e técnicas de engenharia social podem ampliar a exposição a incidentes de segurança. 

Nesse cenário, uma estratégia de segurança cibernética deve combinar políticas, processos e controles tecnológicos para reduzir a exposição a ameaças, proteger informações críticas e apoiar o atendimento aos requisitos regulatórios aplicáveis. 

Para fortalecer a resiliência cibernética, as organizações podem adotar controles complementares que atuam na prevenção, detecção, resposta e recuperação de incidentes, incluindo: 

  • Gestão de identidade e acesso (IAM/PAM/SSO): controle de acesso aos recursos corporativos, gerenciamento de privilégios e autenticação centralizada. 
  • Criptografia de dados: proteção da confidencialidade das informações em repouso e em trânsito. 
  • Proteção de dados e recuperação de desastres: estratégias de backup, recuperação e restauração de sistemas e informações críticas. 
  • Detecção e resposta a ameaças (CTI/SIEM/SOAR): inteligência de ameaças, monitoramento e correlação de eventos de segurança, além da automação e orquestração de respostas. 

A segurança cibernética não se limita à implementação de controles tecnológicos, mas exige uma postura de adaptação contínua diante da evolução das ameaças e da complexidade dos ambientes corporativos. 

Nesse cenário, a capacidade de uma organização de enfrentar incidentes depende da combinação entre controles eficazes, agilidade de resposta, governança integrada e estratégias de recuperação. 

Mais do que proteger sistemas e dados, fortalecer a resiliência cibernética significa preservar a continuidade operacional, reduzir os impactos de incidentes e sustentar a competitividade dos negócios. 

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